sábado, 10 de dezembro de 2016

Para ler.



Cainara Biondo, (Escritora).







Lara Sams, personagem central do livro: (Segredos Mortais, da minha amiga e talentosa Cainara Biondo), nos leva através de uma narrativa eletrizante a conhecer seu universo cheio mistérios. E como o próprio nome da trama diz, segredos.
Uma estória apaixonante que nos faz viajar  em mistérios, que envolvem, anjos, vampiros e bruxos. Com muita aventura e claro um romance impossível entre Lara e Leiael.
Indico essa leitura que só engrandece nossa literatura nacional de fantasia!








Segredos Mortais
Autora: Cainara Biondo
Editora: Autografia
256 Páginas.



"Os primeiros raios de luz invadiram meu quarto por entre as frestas da janela. O que me deixava irritada, sempre preferi a escuridão. A noite contém um silêncio especial, pelo menos para mim".


(Lara Sams, começando a narrativa de sua aventura).



terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Bate papo com Eddie Coelho






O ator Eddie Coelho empresta seu talento para a publicidade, o cinema, o teatro e a televisão. Depois de enfrentar um teste com algumas dezenas de atores (maiores detalhes na entrevista), ele está no ar, fazendo um belo trabalho, interpretando o Inácio. Personagem do mais novo sucesso do SBT, a novela: "Carinha de Anjo". Muito gentilmente ele cedeu essa entrevista ao Blog, que na verdade foi um agradável patê papo.




 
 

 
Eddie Coelho (Ator).

 

Ricardo Netto -Como foi o início de sua carreira como ator?

Eddie Coelho - Comecei de fato seguir teatro aos 18 anos, antes tive experiências escolares que me despertaram o interesse. Entrei para um grupo pequeno, chamado Happy End na minha cidade, Itanhaém, e depois de algumas apresentações acabei sendo convidado para um grupo maior o C.E.T.A. (Companhia Experimental de Teatro Amador). Lá realizamos algumas peças e depois acabei procurando outros grupos na cidade vizinha. Deixei esse sonho de lado, para poder trabalhar e passei um tempo trabalhando em diversas outras funções, até que acabei entrando em um concurso público na cidade de Mongaguá. Trabalhei como monitor de teatro para adolescentes e idosos, então recebi o chamado à profissão novamente, depois de 5 anos, pedi exoneração do meu cargo e vim morar em São Paulo para correr atrás desse sonho. Trabalhei como figurante durante 2 anos até que a primeira oportunidade como protagonista de um comercial apareceu, foi um comercial para Caixa Econômica e eu fui aprovado logo no primeiro teste, depois disso não parei mais.



 

Ricardo Netto - Já ouvi alguns atores e atrizes reclamarem que o mercado de trabalho para atores negros aqui no Brasil ainda é muito restrito. Qual sua opinião sobre esse assunto?

Eddie Coelho - Não precisa ouvir, é só ligar a TV, ir ao cinema. Fazer o teste do pescoço como costumamos dizer, olhe para o lado, conte quantos negros tem em locais de destaque. Mas ainda, infelizmente, é uma realidade, o negro não se vê representado na mídia, no cinema e isso eu acredito ser uma questão de senso comum. Se um roteirista não escreve para um ator negro, a produtora de elenco e o diretor irão seguir o que eles consideram comum, dentro de suas experiências, e como será essa experiência se esses profissionais receberam toda informação necessária para formar suas visões artísticas, dessa mídia racista? Complicado não?

Então eles replicarão esse racismo nos seus trabalhos, escolhendo sempre princesas brancas, pois não está no roteiro a obrigatoriedade desse perfil. E quando está escrito, ele nunca tem família, e quase sempre, vem nesses estereótipos, negro bandido, negro sarado, negro empregado, e por aí vai.

Mas eu acredito que estamos no caminho, estou dentro de uma empresa que se preocupa muito com isso e meu personagem é o reflexo desse pensamento. Trataremos do assunto, sem coitadismo ou didatismo, mas indo direto ao ponto, é errado e pronto!

Mas há muito o que mudar, principalmente para as atrizes negras!

Ricardo Netto - Você transita muito bem entre o mundo publicitário, cinema, teatro e TV. Qual a real diferença entre esses universos?

Eddie Coelho - Nos comerciais você tem uma atuação mais “bate pronto”, um texto curto que precisa ser convincente, pois estou ali servindo como vendedor daquele produto. Então o produto final precisa estar (não que sempre acabe ficando) perfeito. No cinema, não tive grandes experiências, forma algumas participações mais consegui sentir que o clima é muito artístico, os planos são cuidadosamente planejados, valorizando luz, atuação, enfim.

Na TV a grande diferença é o tempo, não temos! Posso apenas falar da minha atuação, nem sempre acho que foi a melhor que eu podia ter feito, mas não temos tempo de voltar e tentar refinar, então ainda que não esteja satisfeito com aquela cena específica, para o produto final, está ótima.

 

Ricardo Netto - Falando agora sobre seu mais novo trabalho. Como foram os testes para participar da nova novela do SBT, “Carinha de Anjo”?

Eddie coelho - Foi bem concorrido, tivemos mais de 40 homens negros no dia, testando para o Inácio. Todos meus amigos de profissão, coisa essa que reflete na pergunta anterior, quase sempre não se tem atuação com amigos, pois estamos sempre concorrendo uns com os outros.

Mas foi um teste curioso, pois eu fiz tudo o que a produtora de elenco não pediu! Eu tinha apenas de me sentar na frente do Jean Paulo (Zeca) e conversar com ele, mas eu mudei tudo, pedi para ele se sentar ao meu lado, virei de costas para a câmera, enfim, um desastre. A produtora veio e disse que estava bem legal, mas não era nada do que ela havia pedido, então refizemos o teste, mas eu já achava que não ia rolar.

A angustia acabou quando me ligaram, depois de 2 meses, dizendo que havia passado.


 
 
Elenco da novela Carinha de Anjo

 
 
 
 
 
 
 
Com o talentoso Jean Paulo.





Ricardo Netto - Existe uma expectativa diferente quando se trabalha para o público infantil?

Eddie Coelho - Não, pelo menos não de mim, eu faço um trabalho sempre esperando que seja agradável ao público seja ele qual for, é claro que as crianças acabam viajando com a gente e isso é muito gostoso, mas o esperado, sempre é que consiga fazer um bom trabalho para aqueles que se dispuseram a perder um tempo me assistindo!



Ricardo Netto - Fale um pouco sobre o Inácio, o que ele tem de parecido e de diferente de você?

Eddie Coelho - O Inácio é uma pessoa maravilhosa, um pai amoroso, trabalhador e preocupado com sua família. Ele queria ser cantor de música sertaneja, mas por ser pobre e negro e ter pouco estudo, não conseguiu. Então se casa e tem um filho o Zeca, mas a mãe desse menino acaba falecendo e ele se vê sozinho. Então aparece a Diana na vida dele e eles tem um filho, o Zé Felipe. Quando o Zeca cresce demostra habilidade para musica então o Inácio, enxerga aí a chance de realizar o sonho que não pode realizar para si.

O Inácio se parece comigo no otimismo, estou sempre vendo o lado positivo das coisas.

No lado negativo, sou tão sonhador como ele e um tanto quanto ingênuo no que se refere a acreditar nas pessoas, nunca consigo falar não!


Ricardo Netto - Qual o segredo para compor um bom personagem?

Eddie Coelho - Fazer com a sua verdade, por isso um ator precisa se alimentar de coisas boas, música, cinema, literatura. Essas coisas acrescentarão mais camadas as suas experiências e isso com certeza o ajudará na composição de um personagem crível.




Ricardo Netto - Eddie Coelho em uma frase:

Eddie Coelho - Determinação.

Ricardo Netto - Você é muito ativo nas redes sociais. Vamos usar esse espaço, para divulgar seus trabalhos na internet?

Eddie Coelho - Podem acompanhar meus trabalhos no meu VIMEO, Facebook e Instagram.




Sessão Ping-pong:

Uma frase: Não disseram que era impossível, ele foi lá e fez.

Um livro: O senhor dos Anéis.

Um sentimento: Empatia.

Trabalho é? Diversão.

Família é? Para onde você olha quando chega no pódio!
 
 
Obs: Imagens da Internet

 

Para refletir.


 

Respingos do passado.

 
Lendo alguns artigos e textos sobre a idade média, que será o cenário do meu próximo trabalho como escritor. Me deparei com “A Santa Inquisição”. Isso me levou a pensar sobre a intolerância religiosa que levou ao derramamento de sangue de centenas de pessoas e infelizmente, respinga em nossos corpos até os dias de hoje.
A Idade das trevas infelizmente ainda está presente em cada atitude nossa em relação ao próximo, camuflada em forma de um respeito hipócrita, que ainda, como um fantasma nos faz pensar que somos melhores por praticarmos determinada fé que não é a do outro.
Sou agnóstico por vários motivos particulares, mas também não me eximo quando me deparo com a palavra respeito.
Muito se fala em aceitar as diferenças nos dias de hoje, porém, muito pouco se faz de fato.
A fé, seja ela qual for não pode ser usada para separar as pessoas. Mas infelizmente desde os primórdios da religião mais antiga da humanidade, ela, a fé, sempre foi usada para o acumulo de poder e riqueza. Para impor o medo e controlar a massa. Não quero aqui discutir temas teológicos, mas apenas parar um segundo para refletir sobre o que a sua crença, ou a falta dela, causa no próximo.

 

 

 Música: Guerra Santa - Gilberto Gil - Álbum (Quanta). 





Ele diz que tem, que tem como abrir o portão do céu
ele promete a salvação
ele chuta a imagem da santa, fica louco-pinel
mas não rasga dinheiro, não

Ele diz que faz, que faz tudo isso em nome de Deus
como um Papa na inquisição
nem se lembra do horror da noite de São Bartolomeu
não, não lembra de nada não

Não lembra de nada, é louco
mas não rasga dinheiro
promete a mansão no paraíso
contanto, que você pague primeiro
que você primeiro pague dinheiro
dê sua doação, e entre no céu
levado pelo bom ladrão

Ele pensa que faz do amor sua profissão de fé
só que faz da fé profissão
aliás em matéria de vender paz, amor e axé
ele não está sozinho não

Eu até compreendo os salvadores profissionais
sua feira de ilusões
só que o bom barraqueiro que quer vender seu peixe em paz
deixa o outro vender limões

Um vende limões, o outro
vende o peixe que quer
o nome de Deus pode ser Oxalá
Jeová, Tupã, Jesus, Maomé
Maomé, Jesus, Tupã, Jeová
Oxalá e tantos mais
sons diferentes, sim, para sonhos iguais
 
 
 
Imagem da internet.
 
Letra: Site Vaga Lume

 
 

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Trecho do livro: Os senhores das Sombras - O legado de Lilith.

Capítulo Um   Enzo   Ouvia vozes distantes e desconhecidas, sua consciência não permitia entender o que acontecia à sua volta....