segunda-feira, 1 de maio de 2017

Depois do Paraíso - Episódio IV


O Faraó, o sacerdote e a armadilha.

 
 
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Episódio escrito por Ricardo Netto.




 


Algum tempo depois...

 

 Para ela que aprendera com o tempo que para sobreviver precisava ser uma predadora implacável e como ninguém, dominava o jogo da sedução entre os homens, não foi tarefa difícil chegar ao trono do império e sentar-se nele como única e soberana rainha. Havia dominado e domado a alma do Faraó, que se embriagara com sua exuberância demoníaca.

No entanto, viver à sombra de um simples mortal que posava de “deus”, não estava em seus planos. Sua alma ambiciosa almejava mais. Enxergou no sacerdócio ao deus Seth, um caminho útil que a pouparia de suas fugas noturnas para o deserto em busca do sangue humano para manter-se viva. Afinal, ali mesmo no altar daquela divindade eram oferecidas, crianças e jovens virgens à entidade sanguinária.

O perfume que exalava de seus poros, embriagou as narinas do sacerdote, que naquela noite não conseguiu se concentrar cem por cento na liturgia do culto. Durante alguns momentos, os olhos dele ficaram perdidos na figura intrigante da rainha no Nilo. Entre um sacrifício e outro, pensamentos libidinosos invadiram sua cabeça e ele em vão, tentava refutá-los. Lilith, astuta e conhecedora da alma humana como era, o seduziu em silêncio durante todo o tempo em que esteve ali. Saiu estrategicamente durante a cerimônia, sua cabeça maquinava cada passo do plano ao qual havia dado início naquele exato momento. Era inteligente e de pensamentos rápidos, possuía de verdade a essência das serpentes em sua alma de mulher.

Em sua alcova de luxo, Murdock não conseguia tirar a imagem de Lilith de sua cabeça, ela entrara ali para só sair quando o enlouquecesse de vez, era assim que fazia quando possuía de paixão a alma de algum homem. O corpo negro e robusto do sacerdote estava enterrado até o pescoço em uma tina de água fria, tentava aplacar aquele fogo que o possuía e que o fazia arder de desejo. Conseguira um pequeno êxito com aquela atitude, mas o domínio da mente estava além daquele mecanismo de vasoconstrição causado pela frieza do líquido onde se encontrava mergulhado. A cabeça estava totalmente ocupada por desejos carnais.

Da janela de seu quarto, Lilith observava as estrelas ao longe, nesses momentos sua mente era ocupada por lembranças do Édem, onde começara sua maldição como vampira. Por vezes, sentia-se fraca e solitária, jogada naquele mundo dominado pela sede de sangue. Mas, quando respirava fundo, e fechava os olhos, espantava aquela fragilidade e sua alma era dominada por um poder que fazia sentir-se superior aos demais. O preço que pagara por seu erro fora grande, mas ficara com a vida eterna.

Alimentava a cada dia o seu ódio e prometera para si mesma que faria de tudo para destruir de qualquer maneira que fosse. A raça humana. Uma vingança eterna com aqueles deuses do Paraíso que não foram capazes de perdoá-la. Mas da forma que vinha agindo até aquele momento, apenas cumpria a sina a qual Eles impuseram sobre ela. Estava pensando seriamente em algo maior. Criaria uma nova raça, assim que conseguisse o sacerdócio de uma vez por todas.

 

 

As semanas foram passando e a aproximação dela com sua mais nova presa fora feita de uma maneira lenta e metodicamente calculada. Somente quando se sentiu absolutamente segura para dar o bote final, agiu.

A alma de Murdock já não pertencia mais a ele, não tinha mais controle sobre suas atitudes e já não pensava mais nas consequências e no preço que pagaria, caso fosse de verdade para a cama com a rainha. Não aguentava mais a mente possuída dia e noite por aqueles desejos.

Ela estava sozinha e nua, sentada sobre a cama, coberta apenas por um fino lençol de seda branco. O Faraó por sua vez divertia-se no arem com suas concubinas. Era o momento certo para fazer o que planejara durante todo aquele tempo.

Sabia que Murdock entraria exatamente pela sua janela, como havia sussurrado ao seu ouvido alguns dias atrás. Também combinara com sua fiel serva, que claro, daria um fim depois. Para que o pobre chamasse o Rei, assim que essa escutasse o som de algum objeto de porcelana tocar o chão. A mesma estava com o ouvido pregado à porta do aposento real.

O sacerdote entrou ofegante, a escalada pela parede até entrar naquele quarto, não fora uma missão tão fácil. Mas, finalmente estava ali, bem diante daquela mulher que se tornara dona de sua vida. O grau e excitação dele aumentou, quando ela se colocou de pé e jogou o lençol ao chão, deixando seu corpo cheio de curvas à mostra. Ele simplesmente perdeu o resto do juízo que trouxera na cabeça. Arrancou suas vestes com urgência e agarrou a mulher, jogando-a na cama. Estava cego e embriagado ao mesmo tempo, feito um bicho no cio.

O quarto foi invadido por um pequeno grupo de guardas e pelo próprio Faraó. A serpente olhou profundamente nos olhos do Senhor do Nilo, como quem suplica por socorro e deixando claro em seu olhar que havia sido obrigada e deitar-se na cama com aquele porco. Jogou-se teatralmente aos pés do marido e chorando compulsivamente disse:

- Ele usou de violência para me possuir! Não fosse por minha criada esse monstro teria me matado! – Gritou, mostrando o braço e o rosto que estavam cheios de hematomas, como que formados por socos e pancadas. Na verdade ela tinha o dom de controlar a coagulação sanguínea e concentrá-la onde bem entendesse, na hora que lhe fosse conveniente. Mas  o imbecil do marido não a conhecia tão profundamente.

Outras servas entraram nos aposentos e tiraram a rainha daquele cenário. Murdock, totalmente atordoado com toda aquela situação, não teve tempo nem de se defender. Arrastado para o corredor do palácio, aos gritos, foi executado ali mesmo, pelas mãos do próprio rei, que decapitou a cabeça do infeliz com sua própria espada.

Uma semana se passou depois de todo o ocorrido e Lilith ainda estava isolada em seu quarto, fingindo uma reclusão por causa do “trauma” que sofrera. Até aquele momento conseguira executar seu plano da forma que imaginara em sua cabeça perversa. Os poderes que possuía não eram poucos e estava aprendendo a usá-los a seu favor. Agora, só restava o sacerdócio. Seus anseios mais audaciosos estavam próximos de se concretizarem. Com o domínio do Templo de Seth, criaria uma nova raça sobre a terra.

Sentia-se preparada para finalmente tornar-se semelhante aos Elohins, como o arcanjo Ben-Shakar dissera para ela no momento em que a seduzira para comer dos frutos proibidos do Édem.

“Você se tornará semelhante a Eles, conhecedora do bem e do mal”.

 

 

Continua...



Ricardo Netto é: Administrador desse Blog
Escritor do livro: Os senhores das sombras - O legado de Lilith
Criador e revisor dessa websérie






 
 
 
 
 
 



Segue abaixo link para você adquirir o livro do autor:
 
 
 

 

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Resenhas do Cris (Abril 2017).







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Sinópse:

 

Alice é roadie da Mell's Angels, uma banda de rock iniciante, cuja estrela é sua irmã mais velha. Humilhada constantemente pelos integrantes, sua situação piora quando descobre que eles venderam sua alma em troca de sucesso imediato. Lançada no submundo, enquanto a banda desponta para o estrelato, Alice inicia uma louca jornada através dos perigos, descobertas, desafios, e - por que não? – encantos de um inferno totalmente rock and roll, governado por um Príncipe das Trevas que talvez nem seja tão terrível assim.


Resenha:


Estou completamente sem palavras para expressar o quanto estou apaixonada por esse livro. Os autores conseguiram me prender do começo ao fim de uma forma surpreendente e isso foi extremamente chocante para mim.

Alice Black é uma bela moça de longos cabelos, que trabalhava como ‘’Roadie” na banda da sua irmã, Melissa Black, sendo humilhada constantemente pela sua irmã e pela banda da mesma, Alice começa a ‘’fingir ‘’ que aquilo não a atingia mais.


-Finalmente,ela cedeu e encaixou a sua, completando o cumprimento. Naquele instante, era como se ela espalmasse a sua mão contra a chama de uma fogueira, após caminhar pro uma vida inteira em meio de puro gelo. 

Após o maior show feito pela banda a ‘’ Roadie ‘’ ela recebe uma carta para ser entregue a sua irmã, carta essa que mudou completamente o rumo da sua vida.

-Não vê que estou aqui lutando para dizer que você Alice Black é o pagamento?o meu pagamento!
-Que história é essa? Não sou pagamento nenhum! Que direito você tem de me manter pressa aqui?

E a vida de Alice muda muito a partir dali, ela acaba se tornando uma mulher forte e descobre sentimentos nunca antes sentidos por ela.
 
 

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Um livro perfeito para quem é fã da música e do rock, ação,  decepções e muito romance envolvido.
E acho que nunca vou me cansar de dizer que temos magníficos livros nacionais esperando você para aprecia-los.

Um livro maravilhoso, escrito por um casal,sem duvida nenhuma Alice Black- Princesinha do inferno vai entrar para a minha lista de favoritos, se você quiser embarcar nessa aventura, eu super recomendo.
 




Links do Cris:



 
 




quinta-feira, 13 de abril de 2017

Coluna da Nanda (Abril 2017).


“Quando a tristeza não passa...”


 
 
 
 
 
 
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Essa tristeza que me aperta o peito, de tal forma, me causando angústia e um vazio enorme.
“Tem momentos em que tamanha tristeza se aproxima de mim, insistindo em me fazer companhia.”
Mas tenho tudo o que quero, estou cercado por pessoas alegres, como posso me sentir triste?
Por inúmeras vezes me questiono, me culpo pelo simples fato de eu não estar vivendo como “deveria....”
Mas existe ao certo uma maneira esperada e correta para se viver?
Talvez não, mas isso não me daria o direito de ser ingrato com a minha vida, minhas conquistas, meus amigos. “Por isso me culpo e devo me punir, quando sentir-me triste novamente....”
Calma! Apenas respire, feche seus olhos, já experimentou não pensar em nada ou simplesmente não fazer nada?
Esse momento é seu, é único, experiencie, sem pré- julgamentos ou rotulações, não há nada de errado em assumir suas emoções, sentir-se triste é normal, a tristeza muitas vezes está aliada ao aprendizado, a novas concepções, é preciso vivenciá-la sem tantas restrições ou resistências...
“Alegria ou tristeza não está ligada a coisas materiais, é algo mais profundo e interno, para isso é necessário fazer questionamentos, olhar para si e valorizar seus sentimentos, talvez esse seja um dos caminhos para chegar a uma conclusão e desvendar o que lhe angustia.”
Sentir tristeza é normal, considerada até importante, pois ajuda na elaboração das perdas, ou sofrimentos ocasionais, todas as pessoas estão sujeitas a tristeza. Trata-se das ausências de satisfação pessoal, quando a pessoa se depara com sua fragilidade.
No entanto se a tristeza não passa, e começam a surgir sentimentos de desesperança, falta de perspectivas ou prazer pela vida, neste caso o indivíduo pode estar sofrendo de depressão.
A depressão é uma doença que se caracteriza por afetar o humor da pessoa, deixando-a em um estado considerável de pessimismo, baixa autoestima e tristeza por um longo período.
É importante ressaltar que a quantidade e a intensidade dos sintomas apresentados pela pessoa depressiva variam, a depender do grau da depressão.
A depressão tem cura, contudo é importante lembrar que o diagnóstico precoce, pode contribuir no avanço positivo da patologia.
O acompanhamento psicológico não exclui o tratamento médico, exceto quando à depressão se encontra em um grau leve e a pessoa junto ao psicoterapeuta consegue progredir na psicoterapia sem a intervenção medicamentosa.
 
A partir disso:
“Antes de julgar, pergunte, seja solidário, a tristeza ou ainda a depressão apresentam características bastante consideráveis e não devem ser confundida com “preguiça.”
Muitas vezes a pessoa necessita de um tratamento psicológico e psiquiátrico, porém quando a mesma se sente acolhida, seja no ambiente familiar ou de trabalho, a probabilidade de obter um avanço positivo mais rápido em seu tratamento é ainda maior.



Arquivo pessoal.





Fernanda (Nanda), é psicóloga formada pela universidade paulista. Sua paixão pela psicologia se despertou ainda na adolescência, tentou seguir outros caminhos, mas a psicologia sempre a acompanhou, pois tinha e ainda tem a curiosidade de estudar e se aprofundar cada vez mais no estudo do comportamento humano e consequentemente no bem estar psicológico.
 É adepta á prática meditativa e ao yoga, pois acredita que a saúde e o bem-estar se inicia internamente, à partir do momento em que você decide ser o protagonista de sua vida.


Por fim, é uma amante de gatos declarada, já chegou a ter mais de 10 gatos, atualmente vive com um casal de gatos “Mingau e Manuella”, mas que segundo ela planeja ainda ter mais e mais felinos enquanto viver.
 
 
 
 
 

terça-feira, 4 de abril de 2017

Projeto literário.


Os 313...


 

 

Você é um deles?
Se a sua resposta é não!
Então você precisa saber sobre esse projeto que vai reunir os 313 escritores de literatura nacional da atualidade, fazer parte desse projeto da Urban Street Books e da Nexus. Vai colocar você escritor dentro do panorama atual da nossa literatura. Um livro que será criado para enaltecer e traçar um panorama contemporâneo do nosso universo literário.
Um projeto que terá a credibilidade dos selos do parceiro Aldo Costas Sketch:
 

 
 
 
Os Autores Brasileiros, dos clássicos até os modernos, raramente são valorizados, imagine os autores contemporâneos – esses precisam ser verdadeiros guerreiros lutando por sua literatura.
Por isso, este livro tem como objetivo valorizar o autor contemporâneo – o Autor da nossa época, que escreve influenciado pelo nosso cotidiano, direta ou indiretamente, independente do gênero.
O livro tem como proposta fazer um registro dos Autores Contemporâneos. Será um verdadeiro documento de uma época. Um registro histórico
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Links para maiores informações:
 
 
 
 
 
 
 

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Contos ufilógicos II

Abdução?

 
 
 
 
 
 
 
 


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Acordou com febre naquela manhã, mas como filho mais velho tinha de cumprir sua obrigação de levar o almoço do pai em seu local de trabalho. Os tempos eram outros e as dificuldades da vida não permitiam fraquezas. Estar em estado febril era apenas um pequeno detalhe.
A mãe preparou a marmita e enrolou em um pano de copa de algodão cru e de uma tonalidade muito branca, colocou dentro de uma sacola de plástico e entregou para ele. Beijou seu rosto com carinho e ficou em pé, no parapeito da porta observado, enquanto ele se distanciava.
Francisco tinha por volta de quatorze anos, franzino e usava um par de óculos pesados, devido o seu alto grau de miopia.
“Não vai dar tempo de chegar”. – Pensou aflito.
O sinal sonoro da usina tocou ao longe e ele pode perceber que já era meio dia, assim que pegou a estrada de terra que o levaria até seu destino. Apressou os passos. O pai deveria estar com fome, afinal saíra cedo de casa para a labuta diária.
Sentiu uma onda de calor percorrer seu corpo, daquelas que as febres trazem como sintomas. Diante de seus olhos um clarão enorme. Na sequencia, uma pequena bolha de vidro desceu diante de seus olhos.
“Delírios de minha febre”. – Imaginou com o coração acelerado.
Começou a andar mais depressa, porém, uma voz feminina e conhecida o chamou pelo nome, olhou para trás tentando reconhecer quem era.
- Entra! Te dou uma carona! – Disse a voz.
O garoto não teve tempo de pensar no que realmente estava acontecendo, entrou no veículo guiado pela voz conhecida. A paisagem passou diante de seus olhos na velocidade da luz. As vistas escureceram.
O pai o abraçou e agradeceu pelo almoço. Francisco não entendeu como havia chegado até ali tão rápido, do jeito que estava andando na estrada só chegaria ao seu destino em meia hora no máximo. Porém, gastara exatamente um minuto. Do ponto onde lhe ofereceram carona até aquele momento diante de seu pai.
- Está tudo bem? – Perguntou seu progenitor.
- Sim, só estou com um pouco de febre. – Respondeu atordoado.
- Então volte pra casa.
Abraçou o homem mais uma vez e saiu na direção da estrada.
Ficou o dia inteiro em silêncio, deitado na rede e indisposto. A mãe acreditava que era apenas por causa da febre. Mas, como contaria para ela o que havia acontecido em seu trajeto até o trabalho do pai. Uma luz, um transporte em forma de bolha, uma voz conhecida, o tempo que chegara ao seu destino. Por certo, ela o tomaria por louco, ou creditaria aquela história ao seu estado de saúde. Fechou os olhos e adormeceu.
Três horas depois acordou com uma ideia fixa na cabeça. Pegou um pequeno pedaço de lápis e começou a esboçar alguns desenhos em um caderno usado que possuía algumas folhas vazias. Rabiscou alguns traços, que no final do resultado, ele mesmo achou estranho. Pareciam plantas externas e internas de uma espécie de nave espacial. O coração bateu forte e ele lembrou-se dos homens prateados que vira em seus sonhos enquanto estava dormindo naquela rede.
 
 
 
Ricardo Netto é administrador desse Blog.
Escritor do Livro: Os senhores das sombras - O legado de Lilith.
Criador e revisor da websérie: Depois do Paraíso.
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

sábado, 1 de abril de 2017

Falando com Cathia D. Gaya

Cathia D. Gaya









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Tive o prazer de conhecer pessoalmente a Cathia, no dia em que fui conhecer os bastidores da Rede Brasil, em especial no Programa "A Tarde é Show", da Nani Venâncio. Como telespectador assíduo do programa já era admirador do trabalho dela. Depois de alguns contatos nas redes sociais combinamos essa incrível entrevista para o Blog.
 
 
 
 
 
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Ricardo Netto - Fale sobre você.
Cathia D. Gaya – Sou uma pessoa de bem com a vida. Vivo a espiritualidade e tudo o que a envolve de forma positiva e direcionada ao bem e ao próximo. Busco a harmonia nas pequenas ações e vivo em paz e na simplicidade. Direciono o autoconhecimento para ajudar o próximo e melhorar minha vida. Já mudei meus pontos de vistas sempre que acessei novos conhecimentos e formas diferenciadas de analisar uma questão. Gosto de mudar, e as transformações são bem vindas. Acredito na vida, no amor  e na gratidão.
 
Ricardo Netto - Quando você percebeu que possuía essa conexão com o mundo espiritual?
Cathia D. Gaya – Desde a minha infância, aos sete anos incompletos quando passei por uma experiência que fez minha família buscar uma espiritualidade para uma orientação e cura espiritual de uma doença que se manifestou nessa minha idade. Daí me envolvi energeticamente e ao longo do tempo busquei me educar dentro dos assuntos espirituais. Minha mediunidade aflorou muito precocemente e busquei estudar para entender a sua prática de forma equilibrada e ética.
 
Ricardo Netto - Dons espirituais são reservados para pessoas escolhidas?
Cathia D. Gaya – De forma alguma, dons todos nós temos e cabe a cada um buscar se autoconhecer para desenvolvê-los em prol e melhoria de sua própria vida e assim evoluir e também a do próximo. Ninguém é especial, somos seres em evolução. Quem pensa que é especial por ser dotado de dons é um equivocado e movido por ego.
 
Ricardo Netto - Qual o seguimento espiritual que mais se adéqua à sua energia pessoal?
Cathia D. Gaya – Sou universalista com práticas espiritualistas.
 
Ricardo Netto - Que tipo de conexão com o universo existe quando você faz uma leitura de tarô?
Cathia D. Gaya – Todo Oráculo é sagrado e tem sua egregora de sustenção no Universo e no plano astral superior. Cada qual em seu momento se manifesta quando trabalho com eles no dia-a-dia nas orientações.
 
 
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Ricardo Netto - Quando você está atendendo alguém, a energia da pessoa interfere no resultado da leitura?
Cathia D. Gaya – Uma questão bem interessante aqui, pois à partir do momento que trabalho no mapeamento energético do consulente, as energias dele são manifestadas através das conexões apresentadas. Nunca me senti influenciada pelos pensamentos e atitudes, até a própria ansiedade que a maioria apresenta.
 
Ricardo Netto - Já sentiu algum tipo de bloqueio ao atender um cliente?
Cathia D. Gaya – Até o presente momento não. Algumas dificuldades poderão ocorrer quando os mesmos têm atitudes desequilibradas dentro da consulta ou manifestam algum tipo de desacordo quanto a resposta.
Ricardo Netto - Como foi participar do programa “O melhor paranormal do Brasil”, no Domingo Legal do SBT?
Cathia D. Gaya – Os Paranormais, apresentado pelo Celso Portiolli no SBT, foi um presente para mim. Me senti feliz em participar do primeiro reallity brasileiro sobre paranormalidade e poder mostrar meu trabalho. Quando fui convidada para participar do projeto pensei: Essa é a oportunidade para demonstrar que existem profissionais sérios e capacitados na área metafísica e mística. Paranormalidade não é religião. Pudemos sim desmistificar muitas coisas ao longo do programa. Foi um divisor de águas para todos os bons profissionais.

 
 
 
 
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Ricardo Netto - Quais foram as reias e maiores dificuldades que você enfrentou no programa?
Cathia D. Gaya – As dificuldades foram em todas as provas, pois não é habitual em nossos consultórios e consultas, testes, provas e outras situações que vivenciamos no reallity. Então, descobri muitos potenciais e dons que não havia desenvolvido.
 
Ricardo Netto - Você apresenta um quadro no Programa “A Tarde é Show”, da apresentadora Nani Venâncio. Como é ler cartas e responder perguntas de pessoas que não estão fisicamente presentes?
Cathia D. Gaya – Eu participo desse quadro holístico há nove anos no programa: “A tarde é show”, com a querida Nani Venâncio e não encontro nenhuma dificuldade, pois energias são captadas de diversas formas e para estar lá me preparo e estou sempre receptiva para as necessidades do telespectador e internautas. É muito bom orientar pessoas e levar assim uma palavra de conforto e verdade. Sou muito grata.
 
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Ricardo Netto - Na sua opinião, o que é Karma?
Cathia D. Gaya – Eu acredito na lei de causa e efeito. O Karma vem de algumas religiões que falam de reflexos de sofrimentos e adversidades. Não apregoo isso e não vivencio nada parecido. Essa palavra é muito colocada pelos consulentes quando as coisas não vão bem em suas vidas. Mas precisamos entender que temos responsabilidades por tudo que fazemos, sentimos e pensamos. Daí, nem tudo é Karma ou espírito.
 
Ricardo Netto - O signo de Cathia é?
Cathia D. Gaya – Aquário.
 
Ricardo Netto - Um elemento da natureza que movimenta sua vida?
Cathia D. Gaya – Elemento Terra, amo a natureza e todos os seres vivos.
 
Ricardo Netto - Motivação é?
Cathia D. Gaya – Ação e movimento pró-ativo. O que me motiva é o trabalho.
 
Ricardo Netto - O universo é?
Cathia D. Gaya – Mágico e Infinito.
 
Ricardo Netto - Uma pessoa ou personalidade.
Cathia D. Gaya – Meu pai, meu exemplo de simplicidade e honestidade. Gosto do que é real e verdadeiro.
 
Ricardo Netto - Uma frase.
Cathia D. Gaya – “A mente infinita é minha fonte real”. “Eu sou ilimitada porque Deus é ilimitado”.
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Redes Sociais e Sites da entrevistada:
 
 
 
http://www.youtube.com/soldegaya




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quinta-feira, 23 de março de 2017

Depois do Paraíso - Episódio III


A morte de Kabush


 

 
 
Episódio escrito por Ricardo Netto.
 
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Depois de se aventurar na cidade de Uaset, a serpente decidiu ficar mais um período no deserto, alimentando sua alma e seu corpo com o sangue das caravanas de beduínos que cruzavam aquelas areias quentes de dia e frias à noite.
Deixou o tempo passar vivendo em cavernas e tornou-se uma lenda de um demônio que atacava as caravanas. Ao decidir retornar para a civilização tomou o caminho da capital, a cidade  do Cairo, que nessa época já havia se tornado a província mais próspera do império e por consequência, sua capital.
O quarto era simples, mais para passar algumas noites até se estabilizar de vez, estava de bom tamanho. Apesar de possuir ouro, prata e bronze suficientes para comprar aquele pardieiro, não queria naquele momento chamar a atenção para si. Era uma forasteira e ostentar fortuna, seria um erro. Deitou-se na cama velha e cobriu-se com aquelas peles de carneiro para aplacar o frio. Estava cansada da viajem que fizera até ali. O coração e os pensamentos estavam tomados de um sentimento estranho. Apesar de possuir o dom da vida eterna sentia-se a pior criatura que vagava pela Terra. Era a única que não tinha semelhantes, precisava da alma humana para manter-se viva e teria que fugir para todo o sempre. Os Elohins tinham castigado ela com maior peso. Adormeceu por fim.
Pela manhã o sol parecia querer deitar-se com ela na cama, obrigando-a a levantar-se. Por um momento sua mente foi tomada por uma imagem que havia ficado em um passado remoto. A frondosa árvore de todos os conhecimentos estava novamente diante de seus olhos. Respirou fundo e piscou os olhos para dissipar aquilo de sua cabeça. Olhou ao redor e se deu conta de que estava naquele quarto pobre de uma pensão qualquer na periferia do Cairo. Sentiu uma espécie de alívio. Não gostava de relembrar o Édem, aquele lugar que a princípio fora lhe dado como presente dos deuses tornara-se símbolo maior de sua maldição.
Já na rua, misturou-se com a ferveção do povo, andou sem um destino certo, com o sentido apenas de conhecer aquele lugar fascinante. Sua atenção foi atraída na direção de um circulo de pessoas animadas que batiam palmas para alguma atração que estava no centro. Embrenhou-se discretamente até conseguir ter uma visão do que estava acontecendo ali. Dançarinas que remetiam movimentos sinuosos de serpentes em suas cinturas levaram suas lembranças para a cidade de Uaset, onde estivera a muito tempo atrás. Lembrou-se do servo daquela taberna que deixara sua alma intrigada por ter sido o único que conseguira resistir a seus encantos sedutores. Nem na noite seguinte conseguira levá-lo para a cama como imaginara.
“Um imbecil”. – Pensou.
Voltou sua concentração para o que estava ocorrendo diante de seus olhos naquele momento. As duas dançarinas eram lindas, mas não mais belas do que ela. Apesar de não estar usando as roupas adequadas, lançou-se no centro do círculo e começou a dançar também. Seus movimentos eram milimetricamente precisos e roubou a atenção para si.
Um mercador rico de porte robusto e pele de ébano a encarou nos olhos. Ela parou a dança e ficou de frente para ele, sabia como ninguém jogar com a sedução, sua maior arma.
Parecia que o mundo havia parado para os dois e que estavam sozinhos ali bem no centro daquele turbilhão de pessoas. Ele a segurou pelo braço com força e com carinho ao mesmo tempo.
- Venha comigo. – Disse. – Tirando-a do centro da roda e levando-a consigo até onde estavam seus servos. Astuta como sempre, se deixou levar, para ver até onde aquela aventura ia dar.  Esse jogo fazia o sangue dela ferver. Entraram no andor feito de Cedro do Líbano e coberto com linho fino. Os escravos içaram o veículo nas costas e saíram no meio da multidão.
 
 
 
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Era uma bela casa no centro da capital, o dono sem dúvida possuía muito ouro. Ela aguardava o homem, sentada na bela cama da alcova. Fora roubada da rua para ser sua mulher. O poder de atração dela sobre os homens fazia com que eles tivessem atitudes extremas, era sua arma de sobrevivência. Estava coberta apenas com um fino tule, mostrando todas as curvas de seu belo corpo, os cabelos vermelhos estavam soltos, cobrindo os seios propositalmente. A garganta ardia com sede de sangue, não resistiria mais uma vez quando o cheiro de testosterona invadissem suas narinas de uma vez por todas.
Kabush entrou no quarto embriagado pelo cheiro daquela fêmea, nunca tomara para si uma mulher de forma tão impensada, quanto havia feito com Lilith. Mas quando a enxergou no centro daquele círculo dançando daquela forma, não resistiu. Apossou-se dela e agora estavam um diante do outro. Aspirou para dentro dos pulmões todo o odor daquele ambiente e a excitação foi inevitável. Os olhos da serpente brilharam observando aquela presa, leves tons de vermelho trocaram a cor de suas íris. O homem estava tão poderosamente seduzido que nem se deu conta do perigo. Por um impulso, trouxera para dentro de sua casa a própria filha do Demônio.
Ele se jogou sobre a cama e ela se posicionou sobre o corpo dele, os caninos se mostraram presentes acentuando ainda mais sua sede. Rápida e precisa como sempre ela sugou o sangue do infeliz até a última gota. Kabush soltou um gemido intenso de prazer e depois caiu exausto, nem percebeu que sua jugular havia sido invadida.
Lilith olhava o horizonte pela janela do quarto, o homem já estava adormecido fazia uma hora. Tinha apenas poucos minutos para decepar sua cabeça antes que ele se tornasse semelhante a ela. Pela primeira vez cogitara a possibilidade de deixar sua vítima viva.
Não posso. – Falou para si mesma.
Andou até a entrada do quarto, onde duas espadas ficavam sobre a porta, uma de cada lado, servindo de adornos. Pegou uma delas e com apenas um golpe decepou a cabeça do homem. Não podia deixar sobrevivente igual a ela no mundo. Isso seria um privilégio que daria para quem realmente merecesse. Haveria a hora o local e as pessoas certas para aquele feito.
Com o desaparecimento repentino de Kabush, a serpente tomou posse daquela e de todas as propriedades pertencentes ao mercador, incluindo seus escravos. Aquela casa seria um bom lugar para ela estabelecer moradia ali no Egito por um longo tempo. Começou então a fazer apresentações com suas danças, chegando sua fama até o grande rei do Império, o Faraó.
Já fazia um tempo que ele havia saído de Uaset, no encalço da serpente, desde aquele dia em que a tinha encontrado na taberna de Abnar e que ela tentou seduzi-lo. Não foi daquela vez que conseguira cravar um punhal no peito dela, mas com certeza os rumores e os ventos que trouxeram seus pés até o Cairo, não foram em vão. Lilith nem poderia imaginar em seus piores pesadelos que estava sendo perseguida por um “guardião”. O servo de olhar tímido era na verdade um anjo exterminador.




Continua...



Ricardo Netto é administrador desse Blog, escritor do livro: Os senhores das sombras - O legado de Lilith.
Idealizador e revisor dessa Websérie: Depois do Paraíso.
Arquivo pessoal

Arquivo pessoal.



 


 

Postagem em destaque

Trecho do livro: Os senhores das Sombras - O legado de Lilith.

Capítulo Um   Enzo   Ouvia vozes distantes e desconhecidas, sua consciência não permitia entender o que acontecia à sua volta....