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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Literatura Nacional de Fantasia.




 

 

As pedras do caminho:


 
 
A última palavra do ultimo capítulo ficou perfeita. Na sequencia você coloca o ponto final e depois digita a palavra fim.
Mas engana-se quem acha que o trabalho de um escritor termina ai. Isso é só o começo de um longo caminho que ele vai trilhar até alcançar o sucesso e principalmente, encontrar seu público alvo.
No momento o que ele tem nas mãos é apenas um manuscrito, que durou um bom tempo desde a primeira palavra até aquele dia em que ele finaliza o texto, que além de ser escrito foi revisado e concertado durante toda a trajetória até ali.
Pronto, o próximo passo é mandar para uma editora e esperar que eles aprovem seu projeto. Conseguir um contrato bacana e sucesso!
Mas, na realidade não é assim que acontece. A partir desse momento ele vai ter que exercitar a paciência e controlar a ansiedade.
O primeiro passo antes de qualquer atitude, ou de mandar seu trabalho para alguém é registrar ele na Biblioteca Nacional. Ai sim, você envia para as editoras. Na melhor das hipóteses você consegue editar seu livro. Na sequencia segue o dia do lançamento e todos esses tramites.
Pronto, seu livro está editado, seus amigos e familiares de dão o apoio necessário e comparecem na sua festa de lançamento. Chegou a hora de enfrentar o maior dos Gigantes, o mercado literário. Então, uma boa dose de paciência vai ser necessária para você chegar onde realmente deseja.
Infelizmente o escritor do gênero de fantasia nacional vai ter que medir forças com algo muito ruim, que tem o nome de preconceito. Muitos escritores não emplacam por que quando ficam frente a frente com esse dilema, não sabem como enfrentar. Os livros da modinha estarão diante dos seus olhos, os best sellers nas livrarias. E o seu? Você se pergunta. Alem do que, existe também o mercado que não acredita mesmo que um escritor genuinamente brasileiro tenha capacidade para abordar temas do seguimento. E para piorar as coisas, às vezes nem sua própria editora te dá o valor ou o apoio necessário.
Agora se você ficar parado esperando e com medo, não conseguirá sair de lugar nenhum e muito provavelmente será mais um celebre anônimo. E por fim as pessoas perderão por não descobrirem todo o seu talento. O grande segredo para seguir em frente é não olhar os problemas e ir desbravando o mercado com suas próprias armas. Nos dias de hoje temos as redes sociais que são de grande valia. Procure ir fazendo alianças e vá abrindo caminho. O mercado as vezes não te estimula, mas o verdadeiro estímulo, tem que partir de você. E tem mais, sucesso não se consegue sem trabalho.
 
(Ricardo Netto).
 
 
Escrevi essa matéria para a primeira edição da Revista Febre de Livro, do parceiro Crisberg Luan, segue link abaixo para você fazer o download do seu exemplar.
 
 
 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Pensador e Visionário!


“I am not a robot”

 

 

Aldo Costa Sketch

 

Escritor, ilustrador e designer que nasceu em cidade de Cabo Frio, região dos lagos, no estado do Rio de Janeiro, Brasil.

Começou a escrever poemas e contos por expressão até partir para os romances com um teor crítico e irônico. Achou na ficção científica e fantasia épica um meio perfeito para usar suas metáforas sociais, enveredando também em muitas outras áreas literárias. Vivendo o contraste de morar em um paraíso tropical e imaginar mundos cinzas e selvagens - por diversão – “igual a um céu nublado de outono em uma floresta perdida, sufocado por gritos de ordem, de desordem e criaturas noturnas”. Usa os jogos de palavras, frases e ideias – desde jovem – como uma forma relevante para criar algum tipo de reação nas pessoas; primeiro através de poesias urbanas, líricas e épicas, e posteriormente com contos e romances estranhos e muitas vezes absurdos.
 
 
 
 
Autodidata por convicção, usa as muitas formas literárias para modificar e deformar os conceitos do mundo que cingem nossa realidade, que incomoda e desordena a vida de cada um de nós. Descobriu na experimentação a forma perfeita de criar novos mundos fantásticos – com seus, por vezes, bizarros e sombrios personagens e outras vezes ingênuos e frágeis – carregados de mensagens ocultas, falácias filosóficas, paradoxos, fantasias inconscientes e cenários irreais, dos sonhos e pesadelos, para criar as leis destas Terras disformes, assim buscando uma anti-eugenia social, cultural e fictícia...
Em 2013/2014 criou o selo literário NEXUS-6 BOOK, para autopublicação e ajudar autores que necessitassem de se autopublicar. A ideia sempre foi publicar livros com bastante qualidade gráfica – com capas e paginação profissional e moderna – e com um custo dentro da realidade. Para que o valor final do livro não ultrapassassem os 18 ou 20 reais para o autor – isso sob uma demanda pequena de 100 ou 150 unidades!!! Para ajudar a realizar sonhos!!!!
E em 2015/2016 criou a livraria online URBAN STREET BOOKS para ajudar o autor a vender e o leitor a compra livros nacionais. Foi uma ideia que sempre teve para ajudar a fortalecer o mercado literário nacional para o autor independente e outros. Já que funciona também como divulgador do trabalho do autor, além de vender os livros a um preço bem abaixo da maioria das livrarias (com frete grátis, etc...).O objetivo é, transformar o URBAN STREET BOOKS em um site e mudar a forma de vender os livros nacionais.
 
 
 

Uma das obras do Autor:

 
 
 
 
 
  
 

 Um projeto dedicado à literatura nacional:

 
 
 

Link oficial da página:

 
 
 
 
 

 


 
 
 
 
 

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Entrevista de Janeiro 2017.

 

Roger Rodrigues, ator e apresentador.

 
 


O ator e apresentador Roger Rodrigues, que tem sua formação profissional, no Teatro. Nos fala sobre carreira, projetos e inquietudes dessa profissão tão cheia de surpresas.
Versátil e carismático ele passeia com muito talento por todas as mídias, imprimindo sua personalidade e emprestando sua energia em seus trabalhos, no Cinema, Teatro, TV, Publicidade e Internet.
Abaixo um bom patê papo com ele:




Ricardo Netto - Quando você decidiu iniciar na carreira artística, sofreu algum tipo resistência por parte de seus pais?

 Roger Rodrigues - Então pra quem não sabe,  além de eu ser ator, eu também sou publicitário, minha primeira formação é como publicitário. E eu tinha uma vida bem estável assim. Bem boa financeiramente. Só que eu sempre quis ser ator, sabe! Eu ia assistir a uma peça, eu me imaginava fazendo. Eu ia ver um filme me imaginava lá, mesmo as novelas... E ai o que aconteceu. Quando eu cheguei mais ou menos aos vinte e nove anos, que eu trabalhava numa empresa ainda, eu resolvi fazer um curso de teatro e ai foi amor a primeira vista. Do jeito que eu entrei eu me envolvi e não consegui sair. E pros meus pais foi bem difícil sim, por que no começo eles não queriam. Não achavam bacana eu largar uma carreira que eu já tinha consolidada pra uma carreira tão instável que é a carreira de ser ator. Mas assim, como eles viam que era o que realmente me fazia feliz, eles tiveram que me apoiar e hoje tá tudo bem. Mas no começo foi bem difícil. Por isso normalmente o que eu falo pras pessoas que estão partindo para essa carreira. É, eu sou um ator novo ainda, né. Apesar de não ser novo de idade, mas novo de carreira, eu tenho sete anos de profissão só. É sempre, tentar alicerçar a carreira de ator com alguma outra carreira. Pra você ter uma grana, ter um dinheiro pra poder se sustentar. É normalmente o conselho que eu dou pras pessoas.

Ricardo Netto - O mercado para o ator abrange várias áreas, você transita com muito talento pelo mercado publicitário, TV, cinema, teatro e internet. Qual desses veículos de comunicação te atrai mais?

Roger Rodrigues - Eu gosto de trabalhar em todos os veículos. Eu acho que cada veículo tem uma linguagem diferente e pode ser um trabalho espetacular para o ator. Minha formação é teatral. Eu me formei no Célia Helena. Eu amo fazer teatro. Teatro é estudo, é investigação, é trabalho de carpintaria, é você estudar muito, se preparar, levar propostas novas, é tudo muito vivo a todo o momento. Você fica em cartaz, sei lá! Eu já fiquei duas temporadas, mais de seis meses em cartaz.  Cada dia é um dia diferente e você tem a resposta imediata do público. Cinema, cinema é aquele trabalho lindo de pesquisa de envolvimento, é aquela câmera, que fica gigante tudo o que você faz, então você tem que ser tudo muito sutil. E você trabalha os planos mais fechados então você tem que ter uma interpretação muito no olhar, nessas coisas. Que esbarra na televisão, porque hoje em dia fazer televisão, fazer novela, fazer publicidade, eles estão produzindo como se fosse cinema. Então é assim, é um mundo de gente envolvida, você tem que render muito rápido, tem muito teste, você tem que ser um ator com uma prontidão muito grande. E você tem um bom retorno financeiro, né. Muitas vezes o que o teatro não te dá. Internet é a mesma coisa, é a nova linguagem, na minha opinião a internet cada vez mais está engolindo a televisão. Você pode ver que todas as emissoras estão se reinventando e inventando plataformas em internet, globoplay e todas as outras emissoras. Então é você se adequar a isso. Eu mesmo tenho o meu Canal no Youtube, que é: Roger Rodrigues Ator. Onde além de eu mostrar meu trabalho como ator, eu também mostro meu trabalho como apresentador. Que é um trabalho que me interessa bastante também. Eu gosto bastante. De conversar com as pessoas, descobrir como é a vida delas, o que é que elas fazem, o que é interessante, gosto muito da troca com o outro. E a troca está presente em todos os veículos.
 
 
 
Ricardo Netto - Na sua opinião. Porque a TV ainda é um mercado tão fechado?

 Roger Rodrigues - Ótima pergunta essa que você fez, por que é o seguinte, é um mercado que as pessoas ainda não entendem por que é tão difícil entrar na televisão. É, não existe um caminho, tipo faça isso... O que eu fiz foi o seguinte, eu entrei em contato...  Eu fiz o meu registro em todas as emissoras, nas melhores agências que têm contato com produção de elenco. Mesmo assim acho bem difícil. Por que quem escolhe o elenco, é diretor de núcleo e autor, então a gente tem que estar sempre dando um jeito de mostrar o nosso trabalho pra eles, e eu acho que é nessa hora que a internet ajuda. Por isso que é muito importante hoje a gente produzir material. Por exemplo, hoje com um Iphone ou um Smartphone bacana você consegue produzir bons materiais, e você jogando isso na rede, é um jeito deles estarem te vendo.

Ricardo Netto - Como funcionam os testes para campanhas publicitárias? Quais as “armas” que um ator tem que ter para um diferencial na hora de concorrer com um colega?

Roger Rodrigues - Vamos lá, quais as “armas” de publicidade. Bom, publicidade é um mercado que eu faço bastante, quem me acompanha aí, pode ver que eu já participei de várias campanhas publicitárias. Cara! É uma loucura, por que muito é perfil, então tipo, você ser exatamente o que eles estão procurando. E é o que eu respondi lá na pergunta anterior lá em cima, é uma prontidão. Publicidade é assim, às vezes te chamam pra um teste agora, você tem que ir pra produtora, pra onde vai ser o teste, às vezes te dão o texto na hora, é você ler aquilo, entender, entrar no set com o pessoal enlouquecido e ai você render o máximo possível. É muito importante ter um ouvido bom na hora do teste pra você entender o que o diretor quer. Por que ele já tá “brifado” pelo cliente, pela produtora, do que ele procura. Então o quanto mais você consegue mostrar isso mais rápido, mais você tem chance. E ai você fica editado, né. Aí sei lá eles editam cinco pessoas. Aí esses cinco é que vão para o cliente. Aí eu brinco que um pouquinho de sorte e o dedinho de Deus, ajudam muito nessa hora! Mas assim, as conversas que eu tive com clientes em trabalhos que eu peguei, é bem isso, eles olham pra sua cara e é exatamente o que eles estavam procurando. Por exemplo, eu faço muito jovem pai, esse tipo de coisa. Eles acham que eu tenho bem esse perfil. Então acho que é muito isso, é porque tem excelentes atores de teatro de cinema que não conseguem pegar publicidade. Eu acho que é naquela hora, do teste, naquele “actim” você tem uma empatia e conseguir exatamente dar o recado e isso ajuda muito. E claro como eu falei anteriormente, sorte e o dedinho de Deus, facilitam bastante.

 
 
 
Ricardo Netto - Qual a diferença entre as personagens do longa (Bento da caridade), e o da web série (Os suburbanos, II Temporada).

Roger Rodrigues - Bom, a diferença de você fazer um longa e um seriado, eu acho que é a produção. Por exemplo, O Bento da caridade que eu fiz, eu tive que fazer um workshop, quando eu fui escolhido pra fazer o personagem, eu fui fazer um workshop, o elenco inteiro foi fazer um workshop na cidade lá em Itú. Como se tratava da história de um padre que tinha hanseníase a gente foi visitar um lugar de leprosos. Como era um personagem que existiu eu quis ver quem era esse bispo, o Dom Duarte que eu fiz. Como ele viveu, ou o que ele pensava, tem toda uma preparação muito grande, com cuidado, com uma preocupação e um tempo maior. Já quando eu fui fazer Os Suburbanos, quando o Sabino me convidou, foi muito rápido. “Roger, amanhã vem pro Rio, o personagem é esse...” Eu recebi o texto a noite, depois na madrugada teve um adendo, recebi e fui gravar de manhã. Ele me explicou rapidinho o que ele queria. Mandou eu fazer, que era um personagem sério, mas que eu tinha que ser divertido e fui lá e gravei. É isso, acho que pelo jeito que eu falei, acho que você já entendeu qual é a diferença dos processos. E os dois são uma delicia de fazer, é muito legal, você parar pesquisar, mas é muito legal também você ter essa prontidão de criar um personagem e passar sua verdade ali. Claro que com o tempo ele vai maturando, vai criando outras formas, que até muitas pessoas falam, né. Que depois de um tempo o personagem vira do ator, não mais do autor. Por que o autor está preocupado com um monte de personagens e o ator só tá preocupado com aquele então o personagem fica muito mais dele do que do autor. E ai ele acontece, acho que nas duas linguagens.
 





Ricardo Netto - Você tinha um quadro no programa Atual Idade TV, da apresentadora Amanda Pereira. Quais são as verdadeiras inquietudes de Roger Inquieto?

Roger Rodrigues - Sobre o programa Atual Idade, infelizmente o programa acabou o ano passado, devido essa crise, a emissora achou por melhor encerrar. E eu amei fazer, foi a primeira experiência como apresentador e tendo pauta pra fazer toda semana, eu adora apresentar, como eu gosto de atuar. Todo mundo me pergunta, você gosta mais de fazer o que? Atuar ou apresentar? Eu amo os dois, entendeu. Eu adorava apresentar, tanto fazer matéria externa, quanto estar lá no estúdio com a Amanda Pereira. É muito legal. É muito vivo, existe uma prontidão, a gente tinha uma reunião de pauta toda semana pra definir o tema. Eu fazia sempre a coluna do Roger Inquieto, que foi um personagem que eu criei, então eu queria saber o que inquietava na mente das mulheres com relação aos homens, e aí descobri um  monte de coisas bacanas. Descobri por exemplo o que as mulheres acham se relação virtual é traição, ou não é traição. Foi um tema muito polêmico. As mulheres com essa coisa do empoderamento, o que elas podem bancar numa relação. Se de repente bancar um motel não é demais, se pra elas não tinha problema nenhum. Foi muito interessante é muito legal ter esse feedback delas. Por que eu tinha uma coluna também no Blog dela (da Amanda), então as pessoas me mandavam, escreviam, comentavam. É muito legal essa troca e é muito estimulante. Então assim, foi um projeto muito bacana que eu gostaria muito de retomar, não sei se com a Atualidade TV ou de repente com o Canal mesmo, que é um projeto que eu tenho pra de repente estar fazendo esse ano.

Ricardo Netto - Qual personagem da literatura clássica você gostaria de interpretar?

Roger Rodrigues - Um personagem clássico que se Deus quiser eu vou fazer, é o Calígula. A última montagem que eu vi foi do Thiago Lacerda fazendo, do Gabriel Vilela, eu achei fantástico. É um personagem extremamente multifacetário, intrigante e inquieto. Então, com certeza é um personagem que eu gostaria de fazer.
 
 
 
 

Ricardo Netto - Como eram escolhidas as entrevista no quadro e qual tipo de personalidade você gosta de entrevistar?

Roger Rodrigues - Então, as entrevistas eu opinava muito sobre o tema, mas sobre os convidados não. Eu tinha que muitas vezes interagir com os convidados que interessavam pra eles, pro programa, Mas assim, talvez pra esse projeto novo que eu tenho pra 2017, eu vou poder trazer. E assim, convidado bom pra mim, é convidado polêmico e pessoas que tenham uma característica muito forte. Isso que eu acho que é convidado bom, eu acho que pessoa politicamente correta e chover no molhado, acho meio boring, eu acho muito chato. Eu acho legal a gente pegar uma opinião de uma pessoa que não tem há ver com a gente, as vezes você pega uma pessoa muito famosa, ela tem um compromisso com a imagem dela, com os valores dela. Então ela não vai ser assim cem por cento, ai eu acho que não é legal. Então de repente é mais legal pegar uma pessoa que renda mais, no sentido de vir com algo chocante, do que pegar alguém que seja muito politicamente correta. Eu pelo menos prefiro pessoas de opinião diferente.

 

Ricardo Netto - Quais são os projetos e anseios para 2017?

Roger Rodrigues - Meus projetos para 2017 são esses, quero ver se faço alguma novela, não tenho nada fechado ainda, pretendo voltar ao teatro, também eu já to analisando alguns projetos, eu quero incrementar meu Canal no Youtube pra poder voltar com essa coisa de entrevistas, visitar lugares. Uma coisa que eu tenho feito bastante, quem tiver no meu canal vai ver, eu tenho desenvolvido muitos parceiros, então muitas marcas que se interessam por mim eu vou lá, eu faço o serviço, seja de pilates, seja de depilação, vou lá faço o serviço e conto pro pessoal e é legal que vira um material para a empresa, um material institucional e eu to de alguma forma divulgando meu trabalho.

 
 
 
 
Ricardo Netto - Um livro

Roger Rodrigues - Cartas a um jovem poeta, do Rainer Maria Rilke.

 Ricardo Netto - Uma música

 Roger Rodrigues - Amor de Índio,  do Beto Guedes.

 Ricardo Netto - Uma personalidade

 Roger Rodrigues - Jim Carrey e Antonio Fagundes

 Ricardo Netto - Família é?

Roger Rodrigues - Valores, o que você leva pra vida.

 Ricardo Netto - Sucesso é?

 Roger Rodrigues - O resultado de um bom trabalho.

Ricardo Netto - Fama é?

Roger Rodrigues - Você  tem que aproveitar disso e ser responsável pelo que você multiplica. Por exemplo, a Ivete, que é uma pessoa unanime no Brasil, ela falou outro dia uma coisa muito legal, com relação a preconceito: “Eu tenho como me posicionar por que eu tenho uma opinião sobre isso, é um absurdo qualquer forma de preconceito. Mas por exemplo: Com política, é muito difícil a gente se posicionar de alguma forma, por que é um assunto que a gente desconhece”. E ela tem uma responsabilidade tremenda pela a quantidade de seguidores que ela tem e pelo monte de coisas que ela faz. Então a fama eu acho que está muito ligada a essa responsabilidade.

 

Ricardo Netto - Roger Rodrigues em uma frase:

Roger Rodrigues -  “A força dos meus sonhos é tão forte, que as  minhas mãos nunca ficam vazias”.
 
 

Sites e redes sociais:

 
Canal no Youtube:
Roger Rodrigues Ator
 
Instagram:
@rogerrodriguesoficial
 
 
 
 
Essa entrevista tem o apoio cultural de Real Vita Produtos Naturais.


https://www.facebook.com/profile.php?id=100011777351488&fref=ts

 
 
 
 
 

domingo, 8 de janeiro de 2017

Depois do Paraíso - Episódio I


video
 
 
 
O Deserto, o vento e o sangue. (Ricardo Netto).



A caverna onde estava confinada era escura e fria, em algumas horas a metamorfose estaria completa.  A partir daquele dia, todas as vezes que passasse por aquela experiência, sentiria dores horríveis por todo o corpo.
Um ano havia se passado, desde que fora expulsa do Édem pelos Helohins. Seu jogo de sedução, que levou junto consigo, para a degradação, seu ex-marido Adão e atual mulher deste, Eva. Custara-lhe uma maldição infame que teria que levar para o resto de sua vida. Sentia-se fraca, devido o confinamento ao qual fora obrigada a ficar na gruta de cristais na cidade sagrada dos elfos, Galmatama. De onde conseguira fugir com a ajuda do arcanjo decaído, Ben-Shakar.
Estava sozinha agora, destinada a arcar com as responsabilidades de seus erros. O gosto de terra e areia do deserto ainda atormentavam suas papilas gustativas. O corpo de serpente por fim, abandonara sua vida, mas voltaria àquela forma quando aquele círculo completasse cem anos.  Tocou-se, como não estivesse acreditando que sua bela forma feminina havia voltado. Sentiu o frio do deserto, invadir o ambiente onde estava. Um lampejo de vento tomou conta do corpo dela como se quisesse possuí-la . Totalmente nua e com os belos cabelos ruivos sensualmente desordenados, saiu para o lado de fora. O céu estava cravado de estrela.
De repente, um desejo estranho invadiu sua boca, começou a salivar de uma forma como nunca antes. Sabor de sangue, sangue humano. As narinas aguçaram-se por um odor que vinha de longe. Todos os cinco sentidos ficaram alertas. Um desejo novo e uma necessidade estranha dominaram sua alma de forma quase incontrolável. Não entendia exatamente do que se tratava, era por certo, um novo sentimento maldito. Os olhos começaram a arder como brasas de fogo, se pudesse vê-los, poderia notar que estavam estranhamente vermelhos. O gosto de sangue aumentou. Por sua vez, os caninos cresceram lentamente. Sentiu medo. A sensação de quando comeu os frutos proibidos do Édem voltou a invadir sua alma naquele momento.
“O que mais estaria reservado para ela depois de rastejar por aquele lugar insólito durante aquele ano inteiro”. – Pensou.
Mais uma vez o vento lambeu seu corpo, definitivamente ele queria aquele corpo esguio e torneado de curvas sedutoras. Uma excitação repentina a fez tremer. Um desejo tomou conta dela. Soltou um grito que estava contido em sua garganta. O som parecia mais um uivo, um uivo cheio de libido. Tremeu mais uma vez. Precisava aplacar aquele desejo repentino.

 
 
 
 
Algumas cabanas feitas de couro de animais ao redor, no centro do acampamento improvisado uma fogueira para aquecer o frio, ao redor dela, beduínos. Caminhantes do deserto que andavam por aquele local, conduzindo suas mercadorias que vendiam nas cidades próximas. Em outro canto, sentados, camelos descansavam do dia pesado do sol escaldante, sob a brisa gelada da noite. O deserto é assim, dias quentes, noites geladas.
Moraeb levantou-se e distanciou um pouco dos demais. Era um homem alto e robusto, olhos castanhos claros e um belo rosto quadrado emoldurado por uma barba negra e farta. A cabeça estava ornamentada por um turbante preto, que deixa apenas os olhos expressivos à mostra, a túnica que cobria seu corpo inteiro era da mesma cor e tecido. Olhou para o alto admirando a luz da lua que brilhava no centro do céu cravejado de estrelas. Porém, quando baixou a visão para o horizonte, o que lhe chamou a atenção, foi uma silhueta feminina que caminhava lentamente na direção onde se encontrava. Olhou para os companheiros que no momento estavam ocupados com assuntos triviais. Na verdade nem haviam notado seu distanciamento.
Lilith caminhava como se estivesse flutuando sobre areia prateada, envolta por uma névoa de poeira do mesmo tom, que se agitava ao seu redor, pelo atrito do seu corpo com o vento.
O homem ficou completamente hipnotizado a seus pés, nesse exato momento, perderam o controle do seu cérebro. Ficaram um diante do outro, ele, embriagado pela figura dela. E ela por sua vez, enlouquecida pelo cheiro de testosterona e sangue dele. Ambos em um êxtase e uma necessidade diferente. Quando Moraeb se deu conta, estava há uma distância considerável dos demais. Os olhos dele brilharam, ao ver aquela mulher completamente nua diante dele. Os dela estavam vermelhos, diante de sua primeira presa. A excitação do infeliz era tanta, que nem notou aquele detalhe nefasto.
O odor do sangue ficou mais intenso. Lilith sentiu um sabor em sua boca, que só havia sentido ao ficar curiosa diante dos frutos proibidos do Édem.
O beduíno despiu-se de sua roupa com urgência, o corpo tremia de desejo. Sem pensar ou dizer uma palavra sequer agarrou-a em seus braços fortes. Ela não resistiu. Fizeram sexo com toda intensidade sobre a areia. Em algum momento daqueles movimentos animalescos, ela se colocou sobre o corpo dele. Sem entender ainda a necessidade de sua alma amaldiçoada, mordeu a jugular dele sugando-lhe todo o sangue. Experimentou aquele êxtase de roubar a alma de alguém pela primeira vez. O prazer era muito maior que qualquer orgasmo. Ele soltou um gemido seco de prazer, em seguida um grito de pavor. Só então percebeu que estava sendo dominado por um demônio. Mas já era tarde!
O eco do seu grunhido chegou aos ouvidos dos seus companheiros, que só então notaram sua ausência. Ficando todos em alerta, por acharem se tratar de alguma fera do deserto. De repente, um silêncio mortal dominou a noite.
Lilith como que por instinto, quebrou o pescoço do homem que numa tentativa vã tentou contê-la. Naquele estado, ela possuía a força de cem homens. Saiu dali na direção dos demais, o sangue de sua primeira caça não fora o suficiente para aplacar sua sede. Precisava de mais.

 
 
 
 
Os quatro foram pegos de surpresa com a presença daquela bela mulher ruiva e nua. Pararam diante dela, e por um momento, esqueceram até os gritos que haviam escutado há minutos atrás.
Janurhi, um beduíno, alto e magro, mostrou suas instantâneas intenções, buscando o apoio dos demais, com um olhar malicioso dentro de seus olhos verdes. É claro que os outros três foram tomados pelo mesmo pensamento.
“Os deuses do Egito haviam premiado suas almas com a presença daquela bela fêmea naquela noite, depois de um dia inteiro de caminhada no sol escaldante do deserto”.
Lilith iniciou um sorriso sestroso em seus lábios. Não deixando de ficar com os sentidos alertas.
“Imbecis” – Pensou.
Kalel, o mais forte entre eles, pegou-a por traz, segurando-a em seus braços com a mão direita. Com a esquerda, prendeu seus cabelos. Ela ficou quieta, não reagiu. Os outros soltaram uma gargalhada cheia de malícia.
- Pode me soltar! Se quisesse resistir, não estaria aqui. – Disse com uma voz aveludada e sedutora, de quem está disposta a se divertir.
Ele a largou lentamente, não sem antes beijar-lhe a nuca com volúpia. Tiraram as vestes apressados, os corpos estavam dominados pelo desejo e tomados pela libido. Fizeram uma espécie de círculo ao redor da mulher. Ela aguardava em silêncio, observando as reações de cada um deles, esperava o momento certo para atacar, usando todo seu instinto de serpente, abaixou-se e se posicionou como se fosse dar um bote. A onda de calor que havia tomado seu corpo há horas atrás, voltou a possuí-la. Os olhos ficaram feitos brasas e os caninos aumentaram de tamanho. Quando levantou novamente o rosto na direção dos homens, seu belo semblante havia dado lugar a uma figura assustadora.
- É um demônio do deserto! Enviada pelo deus Seth! – Gritou Janurhi.
Antes que eles tivessem tempo de reação ela levantou-se, atacou um a um com uma força e uma velocidade descomunal. Em menos três minutos, os quatros estavam mortos e jogados no chão. Sugou todo o sangue de sua última vítima e soltou um gemido olhando na direção da lua, que banhava seu corpo.
Quando por fim, saiu do estado de êxtase, entrou em uma das cabanas, pegou uma espada e voltou para o lado de fora. Olhou os corpos jogados na areia e insinuou um sorriso macabro nos lábios. Sem saber exatamente por que estava fazendo aquilo, decapitou os quatro. Pegou uma das roupas que estava no chão e vestiu-se. No meio dos pertences dos beduínos, pedras preciosas e moedas de ouro, dentro dos alforjes, pegou tudo para si. Montou em um dos camelos e seguiu na direção da capital do antigo Egito. Ao nascer do sol, avistou ao longe as pirâmides.
 
 
 
 
 
Continua....
 
 
 
 
 
Ricardo Netto é o administrador desse Blog
E autor do Livro: Os senhores das sombras- O legado de Lilith.
 
 
 
 
 
 
 

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